Petrobrás avança na entrega das refinarias ao capital privado

Em meados de julho, a Petrobrás deu início à primeira etapa da venda das refinarias Abreu e Lima (RNEST), Landuplho Alves (RLAM), Alberto Pasqualini (Refap) e Presidente Getúlio Vargas (Repar), essa última localizada em Araucária, no Paraná.

A estatal divulgou um material publicitário destacando a capacidade da Repar e, em breve, deve receber propostas de possíveis compradores nas próximas semanas. O objetivo da gestão desastrosa da estatal é se desfazer de seus ativos de refino, que correspondem a metade de toda a capacidade de refino de petróleo no Brasil.

Nessa primeira fase, os possíveis compradores receberam documentos com informações detalhadas sobre a capacidade das unidades e o processo de privatização. Espera-se que, nos próximos dias, a estatal comece a receber propostas informais.

Apesar da controvérsia em torno da privatização, que já rendeu vários capítulos em processos judiciais, a entrega da capacidade de refino está em andamento.  Nas últimas semanas, petroleiros e petroquímicos de todo o país se mobilizaram contra a privatização e em defesa das subsidiárias e da soberania nacional.

No Paraná, a mobilização se deu em torno da defesa da Repar, que tem capacidade de processar 33 mil m³ de petróleo por dia e é responsável por aproximadamente 12% da produção nacional de derivados de petróleo.

Para o diretor do Sindiquímica-PR Santiago da Silva Santos, defender a Repar e todas as outras unidades é lutar não só pela soberania nacional, mas também pela dignidade dos trabalhadores.

Ele lembra que essa resistência ficou muito clara na rejeição unânime dos petroleiros e petroquímicos à contraproposta da estatal que praticamente acabava com o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

“A proposta de reajuste de 1%, muito abaixo da inflação, mostra o desprezo do governo Bolsonaro e da gestão da Petrobrás pelos trabalhadores. A luta contra esse processo também é uma luta pelos direitos da categoria”, afirma.

Fonte: Sindiquímica-PR