Governo Temer + governo Bolsonaro = aumento da desigualdade

A relação entre mercado de trabalho e economia é íntima. Num país como o Brasil – que vive um retrocesso social com o esgotamento de diversos programas criados para erradicar a pobreza desde o governo Lula –, o fruto dessa relação é a desigualdade.

Foi em 2015 – ano em que começaram as movimentações para o golpe contra a ex-presidenta Dilma Rousseff – que os avanços econômicos e sociais do país começaram a declinar. Até 2016, o percentual de pessoas pobres no Brasil era de 25,7%, e o de pessoas em situação de extrema pobreza era de 6,6%. Um ano depois, já no governo golpista de Michel Temer, o número de brasileiros pobres subiu para 26,5%, e aqueles em situação de extrema pobreza foi para 7,4%.

Hoje, os dados são ainda piores. Na última quarta-feira (18), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou que mais da metade dos domicílios brasileiros (52%) são das famílias mais pobres ou que não possuem qualquer tipo de renda formal oriunda de trabalho. Clique aqui para ler a matéria completa.

Em 2014, durante o Governo Dilma, a quantidade de lares do Brasil que não possuíam renda formal havia caído para 19%. No Governo Bolsonaro, esse número subiu para 22,4% – ambos dados do segundo trimestre de cada ano. Enquanto isso, a população mais rica teve acréscimo salarial de 1,5% no atual governo. Os ricos ficaram mais ricos, e os pobres ficaram ainda mais pobres.

Segundo o diretor do Sindiquímica-PR Santiago da Silva Santos, os dados mostram que o golpe contra Dilma foi também um golpe contra as camadas mais pobres da sociedade: “O aumento da desigualdade entre os brasileiros é alarmante e o Governo Bolsonaro, ao desenvolver apenas políticas para os mais ricos, vai aumentar ainda mais esse abismo social”, analisa.

O diretor afirma que a falta de empregos com carteira assinada está empurrando uma parcela significativa da sociedade para o mercado de trabalho informal, com remunerações extremamente baixas e condições de trabalho degradantes, favorecendo o crescimento da desigualdade. “A classe trabalhadora deve lutar de forma organizada para reverter esse quadro. Estão roubando nossos direitos e não devemos permitir. O avanço da pobreza comprova que os governos Temer e Bolsonaro são muito semelhantes nesse aspecto”, afirma.

Fonte: Sindiquímica-PR