Frente em Defesa da Soberania Nacional será lançada hoje (2) na Alep

O Sindiquímica-PR é uma das entidades que participará hoje (2) do lançamento da versão paranaense da Frente em Defesa da Soberania Nacional, às 19 horas na Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (Alep).

Com o objetivo de enfrentar a sanha privatista do governo Bolsonaro e garantir o funcionamento da Fafen-PR (Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná), o Sindiquímica-PR considera a Frente uma importante estratégia de mobilização sociedade.

Sendo uma iniciativa nacional, representando o movimento sindical aqui no estado participam a Central Única dos Trabalhadores (CUT-PR), Força Sindical, Intersindical, CSP-Conlutas e CTB, além da Federação única dos Petroleiros (FUP) e outras organizações da sociedade civil.

Os diversos setores envolvidos reconhecem o momento delicado e se unificam para combater essa estratégia entreguista do atual governo, que retira qualquer possibilidade de independência do Brasil em vários setores, entre eles o de fertilizantes.

“Já falamos em várias ocasiões a importância de fortalecer a indústria de fertilizantes no país. Ela tem impacto direto no setor de agropecuária. A alta do preço no mercado externo impacta os produtos aqui no Brasil. A alta da ureia é uma das responsáveis pelo aumento do preço da carne. Se o governo pensasse estrategicamente, reconheceria a relevância da Fafen-PR”, afirmou Santiago, diretor do Sindiquímica-PR.

Santiago participou na semana passada de audiência pública na Câmara de Araucária e apresentou também o impacto para o município caso a Fafen-PR feche ou seja hibernada, duas possibilidades que a diretoria da Petrobras estuda.

“A folha de pagamento, somente de funcionários próprios, em torno de 400 pessoas, é de 10 milhões de reais. Destes, 50% ficam em Araucária. Se a Fafen-PR fechar, deixará de circular no município 5 milhões de reais”, explicou na ocasião Santiago.

O diretor do Sindiquímica-PR reconhece a importância desta Frente e a atuação conjunta das várias categorias, uma vez que todas, de uma forma ou de outra lutam, por um mesmo objetivo: a soberania nacional.

“Um país soberano é aquele que investe na produção interna, investe em setores estratégicos, que não depende (ou depende pouco) do mercado externo, e mais importante, que não está a serviço do mercado internacional, e sim do seu povo”, concluiu Santiago.

Serviço:

Lançamento da Frente em Defesa da Soberania Nacional – Paraná

Data: 2 de dezembro

Horário: 19h

Local: Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (Alep)

Fonte: Sindiquímica-PR