Forte na greve, Fafen-PR é a primeira unidade a parar 100% da produção

IMG_7638 (1280x853)Desde o último domingo (1º), os trabalhadores da Petrobrás de todo o Brasil estão em greve por tempo indeterminado, em repúdio às medidas do Plano de Negócios e Gestão da empresa para o período de 2015 a 2019.

No Paraná a situação não é diferente. Os petroquímicos da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen-PR) em Araucária aderiram fortemente ao movimento grevista. A unidade foi a primeira do sistema Petrobrás no Brasil inteiro a parar totalmente a produção.

Já no dia 1º, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Petroquímicas no Estado do Paraná (Sindiquímica-PR) foi à porta da Fábrica conversar com a categoria – principalmente com os que estavam entrando no turno – e esclarecer sobre a importância de todos os trabalhadores se manterem fortes e participarem do movimento paredista.

Na tentativa de pressionar e ameaçar os trabalhadores, a direção da empresa enviou cartas para a casa de todos os trabalhadores da Fafen-PR pedindo que comparecessem aos postos de trabalho com uma hora de antecedência.

Mas nem essa estratégia da empresa foi suficiente para desmobilizar os petroquímicos. A partir das 23h do domingo, a rendição na Fábrica foi cortada, com a adesão de todos os trabalhadores.

Sem ter contingência, na manhã do dia 2 a direção da empresa pediu para negociar com o Sindicato, que reafirmou o posicionamento de greve geral e colocou sua posição de manter um quadro apenas para parar a unidade com segurança, de modo a não oferecer nenhum risco aos trabalhadores nem à população.

“Ficamos satisfeitos em ver que os trabalhadores entenderam a nossa pauta, não cederam à pressão e não se sujeitaram a fazer parte da equipe de contingência – que já fez com que parasse a unidade. Isso é importante porque mostra o grau de envolvimento dos petroquímicos na greve”, destaca o diretor do Sindiquímica-PR, Gerson Luiz Castellano.

GREVE NACIONAL

Todas as unidades operacionais da Petrobrás estão em greve por tempo indeterminado, até que a empresa abra o diálogo sobre a pauta pelo Brasil e contra os desinvestimentos e a venda de ativos.

Essa greve histórica não tem origem em reivindicações salariais, mas sim pela defesa da estatal – que vem sofrendo desmonte nos últimos tempos, previsto também no plano de negócios e na venda de diversos ativos. De acordo com a Federação Única dos Petroleiros (FUP), se os cortes na Petrobrás continuarem, a estimativa é de que 20 milhões de empregos deixem de ser gerados até 2019.

Os trabalhadores da Petrobrás continuarão em greve, fortes e unidos contra a privatização da empresa que é a principal indutora do desenvolvimento deste país.

Fonte: Sindiquímica-PR