Desastre no Nordeste comprova que Bolsonaro não se importa com o meio ambiente

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, participa de audiência pública na Comissão de Meio ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados.

Tem um ditado que diz assim: parem de criar tantas regras que eu não estou conseguindo desobedecer a todas. É mais ou menos isso que a atual gestão Bolsonaro faz, só que em relação às responsabilidades na condução do país.

“Nada é feito de maneira responsável. Todos os órgãos federais parecem bater cabeça e isso se reflete nas questões ambientais, obviamente”, critica Santiago da Silva Santos, dirigente do Sindiquímica-PR.

O petroquímico se refere ao meio ambiente porque, no início de setembro, uma contaminação no oceano, com petróleo cru, atingiu quatro de cada dez cidades do litoral nordestino.

Segundo Ibama, esse já é o maior crime ambiental em extensão da história do Brasil e, mesmo assim, o presidente da República e o ministro do Meio Ambiente se mostram sem qualquer aptidão para tratar de assuntos tão importantes.

O chefe do Executivo, por exemplo, só colocou os pés numa praia nordestina cinco semanas depois dos vazamentos!

Para quem trabalha no setor do petróleo, o que se observa é um total descaso para uma questão tão importante. “Em vez de se usar todo aparato disponível e mobilizar ações pontuais, com agilidade, eles preferiram politizar a questão”, completou Santiago.

Bolsonaro deveria ter colocado em ação o Plano Nacional de Contingência para Incidentes de Poluição por Óleo em Águas sob Jurisdição Nacional, mas preferiu colocar a culpa em um inimigo invisível (já que até agora o governo não conseguiu provar – ou revelar – os verdadeiros responsáveis).

Petrobrás também não é a mesma

Outra questão é que a Petrobrás, assim como o Governo Federal, demorou para tratar do tema.

A maior estatal brasileira, e que passa por uma política de desinvestimento, não foi acionada imediatamente e, de acordo com a Federação Única dos Petroleiros, quer acabar com os Centros de Defesa Ambiental (CDA).

“É importante que todos saibam: são os funcionários da Petrobrás que realizam tarefas de coleta dos resíduos nas praias e fazem o estudo de sua origem”, revela Santigado.

Esses centros são bases estrategicamente posicionadas para atuar em casos de derramamento de petróleo e seus derivados, como gasolina e diesel, reduzindo os danos ao meio ambiente.

Isso reforça a tese de que tudo pode ser uma obsessão por incompetência, de verdade.

Fonte: Sindiquímica-PR