Fafen-PR resiste!

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Fafen-PR resiste! E uma corrente do bem pode evitar a demissão de mil trabalhadores!

No começo de janeiro, a direção da fábrica Araucária Nitrogenados (Ansa/Fafen-PR), unidade de fertilizantes subsidiária da Petrobrás, anunciou o seu fechamento. Caso isso se concretize, mais de mil funcionários (somando os diretos e os indiretos) serão sumariamente demitidos.

Para evitar o fechamento da fábrica, os trabalhadores e seus familiares precisam que a sociedade adote uma “corrente do bem” e apoie a luta contra demissão em massa dos funcionários da empresa.

Acorrentados há dias ao portão principal daquela que é a única fábrica de fertilizantes nitrogenados em operação do Brasil, os trabalhadores resistem.

Enquanto isso, a gestão da Petrobrás propaga uma série de mentiras para justificar a decisão política de desativar a Ansa/Fafen-PR.

Por isso, trazemos a público as informações verdadeiras e mostramos o que está por trás da decisão da empresa e do Governo Federal.

Vamos aos fatos:

1 – Para justificar o fechamento da fábrica, a direção da Petrobrás mente quando afirma que o resíduo asfáltico (RASF), principal matéria-prima da Ansa/Fafen-PR, tem um custo alto, pois o preço do produto acompanha o valor do mercado;

2 – O RASF, que abastece a Ansa/Fafen-PR, é um refugo gerado pela Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) e, com a desativação da fábrica, passaria a ser utilizado na produção de Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP). Segundo informou a própria empresa, no entanto, o preço do CAP é inferior ao da ureia, o que contraria o argumento dos gestores de que o custo do RASF está em “tendência crescente” e o da ureia em “tendência decrescente”;

3 – Portanto, para justificar o fechamento da fábrica e a saída do setor de fertilizantes, a gestão da Petrobrás aumentou o preço do insumo que ela mesma produz, criando artificialmente o alegado “prejuízo” que agora é usado como argumento para suas decisões;

4 – A precificação que a Petrobrás faz do RASF é baseada no valor do petróleo bruto (WTI), produzido no Golfo do México, cujo preço é inferior ao valor do Brent (petróleo cru).

5 – A Repar não terá o que fazer com todo o RASF que gera na produção de derivados.

6 – A hibernação da Fafen-PR é uma decisão política.

7 – O fechamento da fábrica também faz parte da decisão do Governo Federal, que começa a aplicar uma equivocada visão apenas de curto prazo na gestão da Petrobrás, focada na extração e venda do petróleo cru a preços reduzidos (para agradar ao capital estrangeiro), e importação dos derivados (pagando caro). A decisão vai na contramão de outras empresas gigantes do setor petrolífero no mundo, que estão cada vez mais diversificando sua atuação, prevendo a mudança no consumo de combustíveis e o avanço de energias com menos impacto de carbono.

MAIS MENTIRAS

A gestão da Petrobrás mente ao tentar justificar a demissão sumária dos trabalhadores da Araucária Nitrogenados, alegando que não são concursados e que, portanto, não poderiam ser transferidos, nem aderir ao Mobiliza (programa interno para realocar trabalhadores).

1 – Vários trabalhadores da Ansa/Fafen-PR foram cedidos para outras unidades da Petrobrás ao longo dos últimos anos, assim como empregados da holding Petrobrás foram cedidos para a fábrica em Araucária-PR.

2 – A Araucária Nitrogenados é 100% da Petrobrás e seus trabalhadores não podem ser tratados como se fossem de uma empresa privada, sem qualquer vínculo com a estatal.

3 – Para quem não sabe (ou não lembra), até o início dos anos 90, a planta da Ansa/Fafen-PR integrava o Sistema Petrobrás como a subsidiária Ultrafértil, mas foi privatizada no governo Itamar Franco. Depois passou pelo comando da Vale e, finalmente, retornou à estatal em 2013.

4 – A negociação feita pela Petrobrás previa a incorporação da fábrica, como comprovam os documentos da época.  A alegação da atual gestão de que os funcionários da Ansa/Fafen-PR não são concursados é uma desculpa esfarrapada para justificar a decisão política de demitir sumariamente os trabalhadores.

DESCUMPRIMENTO DO ACT

A gestão da Petrobrás mente descaradamente ao afirmar que a Araucária Nitrogenados comunicou o Sindiquímica-PR (entidade sindical que representa os trabalhadores diretos) sobre a hibernação da fábrica, cumprindo “rigorosamente” o Acordo Coletivo.

1 – O sindicato, assim como os trabalhadores da Ansa/Fafen-PR e de todo o Sistema Petrobrás souberam da decisão da empresa pela imprensa. Foi também através de notícias publicadas pela mídia que a categoria foi informada sobre as demissões.

2 – Somente após o fato já ser de conhecimento público, é que a gerência e o departamento jurídico da fábrica enviaram documento ao Sindiquímica-PR, convidando para uma reunião com o objetivo de comunicar a hibernação da fábrica e a demissão dos trabalhadores de forma gradual em 30, 60 e 90 dias.

3 – O sindicato ainda alertou a empresa sobre os riscos de hibernação da fábrica com os tanques repletos de produtos químicos, o que surpreendeu a gestão da Ansa/Fafen-PR, que sequer tinha conhecimento sobre a real situação da unidade.  Só então, a empresa se dispôs a discutir a segurança da unidade, chamando o sindicato para uma reunião em 16 de janeiro, cuja resposta da entidade foi que discutiria essa questão na audiência que já estava agendada com o MPT-PR no dia 20.

4 – Em momento algum, os gestores tentaram negociar a situação dos trabalhadores. Apenas comunicaram que o fato já estava decidido e era irrevogável, e que a demissão de todos os empregados deveria ocorrer no prazo máximo de 90 dias.

Corrente do bem. Você pode fazer a diferença!

Com a decisão política do governo, a Petrobrás colocará em risco a subsistência de mais de mil famílias.

Além disso, haverá graves prejuízos ao município de Araucária-PR, que deixará de arrecadar em torno de R$ 60 milhões por ano (recursos importantes para o desenvolvimento de políticas em áreas essenciais como saúde, educação, saneamento básico e tantas outras), e ao comércio da cidade, já que aproximadamente R$ 5 milhões por mês deixarão de circular na cidade sem os gastos dos trabalhadores da unidade.

Além disso, o Brasil se tornará cada vez mais dependente da importação de insumos para a produção de fertilizantes, o que tem impactos significativos em um país agrícola como o nosso.

É por isso que a Ansa/Fafen-PR não pode ser fechada.

Mas para isso, toda a sociedade deverá se engajar em uma grande corrente do bem, em solidariedade aos trabalhadores e aos seus familiares.

Ligue, mande mensagem, cobre os políticos paranaenses para que eles cumpram com sua função parlamentar e defendam o povo que o elegeu. Exija providências para evitar o fechamento da unidade:

 

:: Governo do Paraná

 

:: Deputado Federais

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 :: Deputados Estaduais

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 :: Senadores do Paraná

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 :: Prefeito de Araucária

:: Vereadores de Araucária

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