Mesmo com cortes de recursos, SUS lidera combate à Covid-19

Nesta pandemia, o Sistema Único de Saúde (SUS) tem sua importância evidenciada. Mesmo com cortes de recursos, como os causados pela Emenda Constitucional (EC) 95, ele é responsável pelo atendimento de 75% dos que adoecem de Covid-19.

Se os números brasileiros, muito por omissão de governantes que negam a pandemia ou cedem ao lobby patronal de empresários para “abrir” a economia, são assustadores, sem o SUS seriam piores ainda.

O SUS é o maior sistema de saúde público de gratuito do mundo, mesmo tendo perdido R$ 20 bilhões de recursos desde a EC 95, que instituiu teto de gastos na Saúde e na Educação. São 42.826 unidades básicas de saúde (UBS) e 82,7% de cobertura populacional do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Sem o SUS, boa parte da população estaria desassistida, ainda mais em um momento que a pandemia se aproxima das classes populares. O ex-ministro da Saúde e atual senador Humberto Costa (PT-PE), disse em debate realizado em maio com o ex-presidente Lula e outros ex-ministros que há leitos livres na rede privada e que deveriam reforçar o sistema.

“A epidemia veio por intermédio dos ricos, mas agora atinge a população mais pobre. A maneira mais democrática seria criar uma fila única, como fazemos com a política de transplante”, afirmou Costa.

O SUS é responsável por 95% dos transplantes realizados no Brasil e levantamento realizado pela Rede Nossa São Paulo na capital paulista em maio apontou que 69% das classes média e alta da cidade avaliam que o SUS é a estrutura responsável por evitar consequências ainda piores da pandemia no Brasil.

“Com o golpe se consolidou um movimento que vinha desde o fim da CPMF, de desfinanciamento do SUS. A despeito de tudo isso, nossa situação ainda é muito melhor que países que embarcaram em aventuras e desmontaram todo seu sistema público de saúde”, afirmou o ex-ministro da Saúde e atual professor da Unifesp, Arhur Chioro, também participante do debate que contou também com Alexandre Padilha e José Gomes Temporão.

Fonte: Sindiquímica-PR