Sindiquímica-PR participa da Marcha das Mulheres em Curitiba

Nesta quinta-feira (8), milhares de pessoas se reuniram no Centro de Curitiba para participar da Marcha das Mulheres, uma manifestação que foi organizada pela Frente Feminista de Curitiba e Região Metropolitana e teve como lema Mais direitos, nenhum retrocesso.

Diversas entidades e movimentos sociais estiveram presentes no ato, que teve início na Praça da Mulher Nua e seguiu para a Boca Maldita.

Segundo o diretor do Sindiquímica-PR Gerson Luiz Castellano, que esteve no evento, as lutas do sindicato dialogam diretamente com a luta das mulheres.

Neste contexto, compreendendo que a categoria dos petroquímicos é majoritariamente masculina, o diretor afirma que é preciso implementar uma mudança de cultura para que trabalhadores e trabalhadoras tenham as mesmas oportunidades.

“As mulheres já conquistaram muitos avanços, mas ainda há muito a se alcançar. A violência e as injustiças sociais cotidianas que tornam a vida das mulheres um verdadeiro desafio infelizmente ainda são muito comuns. Só alcançaremos uma justiça plena quando homens e mulheres tiverem direitos iguais”, ressaltou.

Desafios

Para termos ideia de como a luta das mulheres é relevante, basta olhar os dados de violência. De acordo com o site Relógios da Violência, do Instituto Maria da Penha, a cada dois segundos uma mulher é vítima de violência física ou verbal do Brasil.

Quando a violência chega ao seu extremo e resulta em feminicídio (o homicídio de mulheres por sua condição de gênero), os números também são alarmantes.

A cada duas horas, uma mulher é assassinada no Brasil, colocando o país em 7º lugar entre as nações mais violentas para as mulheres, conforme mostra o último relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS). Esses são dados de uma pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Fonte: Sindiquímica-PR