Em Congresso Estadual do MST, Sindiquímica-PR debate conjuntura nacional e futuro de movimentos sociais

  Nos dias 8 e 9 de setembro, o Sindiquímica-PR esteve em um importante espaço de debates sobre o futuro dos movimentos sociais no Paraná. O Congresso Estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) foi realizado em Laranjeiras do Sul, no assentamento Oito de Junho.

No evento, trabalhadores e representantes de diversas entidades discutiram os desafios que precisam ser enfrentados no campo sociopolítico brasileiro, e as estratégias para frear as consequências do golpe nos próximos anos. O sindicato participou representando a Federação Única dos Petroleiros (FUP).

Congresso teve debate sobre privatização da Fafen-PR e agricultura familiar

A diretoria do sindicato expôs os prejuízos que seriam causados com a privatização das unidades do Sistema Petrobrás no Paraná, sobretudo a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen-PR).

A entrega do patrimônio nacional para o capital estrangeiro, proposta pelo Governo Temer, poderá simbolizar a desestruturação total da agricultura familiar no Paraná. Hoje, as terras cultivadas por pequenos produtores representam 43% da produção no estado, e gera postos de trabalho para 70% das pessoas ocupadas no setor.

A privatização ocasionaria o aumento dos preços dos fertilizantes. Com isso, as famílias que tiram seu sustento do plantio não conseguiriam mais bancar os altos custos logísticos e operacionais de suas atividades.

A questão dialoga diretamente com outros pontos de pauta do MST, como o combate ao agronegócio — setor que sairia fortalecido da privatização das Fafens em todo o país — e a luta pela Reforma Agrária. A reestruturação da organização fundiária no Brasil é dificultada pela bancada ruralista no Congresso, que também iria se beneficiar com o fim do fomento à agricultura familiar.

Para o diretor do Sindiquímica-PR Sérgio Luiz Monteiro, as conclusões do debate mostraram que o desmonte da Petrobrás é um ataque que pode afetar vários grupos sociais. “É sempre importante participarmos desses espaços de debate para vermos como os impactos do golpe se articulam. As privatizações irão causar desemprego e dificuldades de subsistência para muitas famílias brasileiras. É preciso lutar contra isso”, afirmou.

Fonte: Sindiquímica-PR