Trabalhadores se mobilizam na Repar em ato contra desmonte do Sistema Petrobrás

A entrada da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar-PR), em Araucária, e o trecho da BR-476 próximo à unidade amanheceram tomados por um ato contra a privatização da estatal nesta terça-feira (17). A atividade integrou a agenda do Dia Nacional de Mobilização do segmento, uma data de luta e oposição ao desmonte no setor de petróleo e gás em todo o Brasil.

A articulação do movimento na Repar foi feita pelo Sindiquímica-PR, junto com o Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro-PR/SC), Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Montagem, Manutenção e Prestação de Serviços nas Áreas Industriais do Estado do Paraná (Sindimont-PR) e a Federação Única dos Petroleiros (FUP).

Também participaram da manifestação representantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST); Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP-Sindicato); Sindicato dos Metalúrgicos do ABC; outras entidades filiadas à FUP e companheiros que estão mobilizados na Vigília Lula Livre.

Ato

Os trabalhadores fecharam ruas e bloquearam a passagem de caminhões-tanque que se dirigiam à Refinaria. Faixas, músicas e palavras de ordem denunciavam à população a tentativa do governo Temer de vender o patrimônio nacional para empresas estrangeiras.

Além da resistência à entrega da estrutura de refino a preço de banana, o ato também levantou bandeiras da defesa de empregos e salários – incluindo os trabalhadores terceirizados – da redução do preço dos combustíveis, e da conscientização popular quanto às consequências devastadoras do desmonte da cadeia produtiva do petróleo no país.

Para o diretor do Sindiquímica-PR Sérgio Luiz Monteiro, que participou ativamente da manifestação, a raiz do panorama atual está nos eventos políticos de 2016. “O golpe de Michel Temer é contínuo e diário, todo dia é de luta para nós. Estão abrindo mão do que é do povo brasileiro para encher o bolso de alguns empresários e investidores. Querem deixar para nós a miséria, a pobreza e a impossibilidade de termos um país desenvolvido.”, defendeu.

Já Roni Anderson Barbosa, secretário da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que participou do ato, o enfrentamento popular a essas medidas democráticas deve ser fortalecido “O Congresso e Michel Temer não agem em nome do povo brasileiro. É por isso que precisamos convocar a sociedade para a luta”, afirmou.

Fonte: Sindiquímica-PR