Trabalhadores da Fafen-PR e da Repar protestam contra sucateamento e falta de segurança nas unidades da Petrobrás

Na manhã do dia 24 de agosto, trabalhadores realizaram um ato em frente à Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) e a Fábrica de Ferti]lizantes Nitrogenados (Fafen-PR). A manifestação exigiu mais segurança nas unidades da Petrobrás e denunciou o sucateamento das instalações, originado pelo descaso dos gestores da empresa.

Além dos petroquímicos, os petroleiros e trabalhadores dos setores de montagem, manutenção e prestação de serviços também aderiram à mobilização. O protesto foi motivado pela explosão seguida por um incêndio na Refinaria de Paulínia (Replan), que aconteceu na madrugada do último dia 20.

Ninguém se feriu na ocasião porque o acidente aconteceu durante um intervalo, quando todos estavam concentrados no refeitório. O descaso da diretoria poderia ter custado a vida das 50 pessoas que cumpriam seus turnos no local.

O acidente do interior de São Paulo não está distante da realidade de outras unidades do Sistema Petrobrás nos últimos tempos. A precarização das condições de trabalho tem sido regra no governo golpista. Os trabalhadores enfrentam problemas graves como a redução do efetivo, a falta de investimentos de manutenção e as falhas no treinamento oferecido aos técnicos de segurança.

Há ainda o constante descaso com as Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPAs) e o desrespeito declarado à Normas Regulamentadoras (NRs) que estabelecem condições adequadas para o manuseio de máquinas, sistemas elétricos e várias substâncias inflamáveis.

Para o diretor do Sindiquímica-PR Sérgio Luiz Monteiro, o sucateamento proposital das unidades faz parte do projeto do governo Temer, que pretende privatizar o máximo possível de unidades até o final de seu mandato. “O ato foi convocado a partir do sentimento de solidariedade aos companheiros de Paulínia, mas também tem caráter denunciativo. Hoje, não temos condições mínimas de segurança em nossos postos de trabalho. Mais do que entregar o patrimônio público, essa política representa um lado extremamente perverso do governo e dos gestores da Petrobrás, porque coloca em risco a vida de milhares de trabalhadores”, afirmou.

A Replan segue com suas atividades suspensas, já que o incêndio causado pela explosão danificou tubulações essenciais para o funcionamento da unidade. A previsão é que os trabalhadores retornem às suas funções na próxima semana.

Fonte: Sindiquímica-PR