Trabalhadoras se reúnem no 6º Encontro Nacional das Mulheres Petroleiras da FUP

Entre os dias 27 e 29 de abril, a cidade de Natal, capital do Rio Grande do Norte, recebeu o 6º Encontro Nacional das Mulheres Petroleiras, organizado pela Federação Única dos Petroleiros (FUP). Este ano, o tema do evento foi Mulheres na Luta pela Democracia. As trabalhadoras discutiram a retirada em massa de direitos da classe durante o Governo Temer e a necessidade de intensificar a luta pela manutenção dos regimes democráticos no Brasil e no mundo.

Durante o encontro, foram debatidos temas de interesse da categoria, como o Plano de Negócios e Gestão (PNG) 2016/2020 da Petrobrás e a geopolítica do petróleo, temática que aborda a relação entre a abundância do recurso e a detenção de poder.

As petroquímicas e petroleiras que compareceram também construíram diálogos sobre assuntos sociopolíticos relativos a gênero, como equidade no sistema educacional e os alarmantes índices de violência contra a mulher e de feminicídio. Além disso, foram debatidas questões étnico-raciais.

O Sindiquímica-PR foi representado no evento pela presença da integrante da Comissão Sindical de Base, Rosana do Carmo Levandowski Novacowski. Para ela, o encontro foi uma oportunidade única de dialogar sobre temas fundamentais para a categoria, como investimento, conjuntura e o futuro da CLT após o golpe. “A parte mais interessante foi a troca de experiência com outras trabalhadoras e a presença de mais mulheres no encontro deste ano”, contou.

Nísia Floresta recebe homenagem no Encontro

O 6º Encontro Nacional das Mulheres Petroleiras da FUP escolheu a escritora e educadora Nísia Floresta como homenageada da edição. Nascida no Rio Grande do Norte como Dionísia Gonçalves Pinto em 1810, Nísia é considerada uma das maiores pioneiras do movimento feminista no Brasil.

Historicamente, a autora é considerada a primeira mulher a publicar textos em jornais no país, além de ter escrito 15 livros sobre empoderamento feminino e direitos das mulheres, dos índios e dos escravos. Nísia também foi uma importante militante em prol dos movimentos republicano e abolicionista.

Como educadora, defendeu ativamente o direito das mulheres e meninas ao acesso à educação e ao protagonismo na pesquisa científica. Motivada por esses ideais, fundou um colégio só para meninas no Rio de Janeiro, em 1838.

Fonte: Sindiquímica-PR