Sindiquímica-PR debate privatização de empresas de fertilizantes com representantes da agricultura familiar

A ameaça à soberania da produção alimentar no Brasil representada pela privatização das fábricas de fertilizantes do país foi o tema de uma reunião entre o Sindiquímica-PR e a Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Paraná (FETRAF-Paraná), realizada em 5 de setembro.

No encontro, que aconteceu na cidade de Guarapuava, o sindicato foi representado pelos diretores Sérgio Luiz Monteiro e Carlos Alberto Fortuna.

Ambos apresentaram as consequências do desmonte do Sistema Petrobrás a entidades vinculadas à FETRAF e explicaram os malefícios da privatização para a agricultura familiar em âmbito regional e nacional.

 

Venda das unidades teria impacto negativo na vida do pequeno agricultor

A venda da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR) de outras unidades do país reduziria drasticamente o fomento ao cultivo em pequenas propriedades rurais.

A desaceleração da produção de fertilizantes tornaria o mercado brasileiro dependente de importações, o que iria provocar mudanças na competitividade do preço final dos produtos. Com isso, os custos operacionais do plantio subiriam e famílias que tiram seu sustento da agricultura correriam o risco de não conseguirem dar continuidade às suas atividades, ou, no mínimo, de assistirem sua qualidade de vida diminuir.

O panorama excluiria a agricultura familiar da equação e abriria caminho para o monopólio absoluto do agronegócio — e toda a destruição socioeconômica que viria com ele.

Para Monteiro, a privatização das Fafens em todo o país — incluindo no estado do Paraná — teria consequências devastadoras para o pequeno agricultor. “Participamos da reunião com a FETRAF estadual para ampliar o diálogo sobre o impacto da postura entreguista do Governo Federal. Muitas famílias poderão perder suas possibilidades de sustento se as vendas das unidades da empresa se concretizarem”, alertou.

Segundo dados do último Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a agricultura familiar paranaense corresponde a 43% da produção do estado e emprega 70% do pessoal ocupado no setor.

Fonte: Sindiquímica-PR