Recente vazamento na Fafen-PR alerta para perigos da intoxicação com amônia

No dia 21 de fevereiro, um vazamento de dióxido de enxofre (SO2) foi detectado na Unidade 21 (U-21) da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen-PR), que precisou ser evacuada com o uso de máscaras pelos trabalhadores. O recente acidente da U-21 põe ainda mais em evidência o sucateamento que está em curso na subsidiária e em outras unidades da Petrobrás.

Para o diretor do Sindiquímica-PR Gerson Luiz Castellano, o governo Temer e a gestão de Pedro Parente na Petrobrás são os grandes responsáveis pelo desmonte e pelos acidentes que vêm ocorrendo com frequência. “Uma das principais causas desses sérios incidentes tem sido a falta de efetivos, que coloca em risco a segurança dos trabalhadores e da sociedade que vive nas proximidades da fábrica“, enfatiza.

Riscos da amônia

Assim como o SO2 vazado na Fafen-PR, os trabalhadores também estão expostos aos riscos da amônia (NH3), pois permanecem em constante contato com a substância, seja na sua manipulação, seja podendo enfrentar vazamentos de linhas pressurizadas.

Altamente perigosa e tóxica, a amônia é corrosiva para pele, olhos, vias aéreas e pulmões. O produto químico possui um cheiro característico e é irritante quando inalado. O nariz é geralmente o primeiro a indicar os sintomas de sua exposição que, se absorvida pelo organismo, mesmo em poucas quantidades, pode causar tosse, chiado no peito, falta de ar, asfixia e provocar a sensação de queima nas vias aéreas superiores.

A intoxicação com o gás em grandes quantidades pode danificar gravemente a mucosa nasal, causar problemas pulmonares e até levar à morte.

Prevenção

No caso da Fafen-PR, a subsidiária precisa munir cada trabalhador de vestimentas contra incêndio e aparelhos portáteis que detectam a presença dos agentes químicos no ambiente, além de realizar treinamentos e orientar quanto ao uso adequado de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e de Equipamentos de Proteção Coletiva (EPCs).

A fábrica deve ainda realizar a manutenção frequente das linhas de produção e da estrutura para checar se a vedação está funcionando corretamente ou se há iminência de vazamentos. Fora isso, dispor de pessoal qualificado para operar em casos de emergência – ações de contenção de acidentes e atendimento à saúde.

Fonte: Sindiquímica-PR