Petroquímicos fazem nova paralisação em defesa da vida

Em 10 de julho, durante a reunião da Comissão de Segurança Industrial, Proteção ao Meio Ambiente e Saúde Ocupacional (SMS) com a Petrobrás, o Sindiquímica-PR participou de um ato nacional em defesa da vida.

A paralisação aconteceu na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) e durou cerca de duas horas.

De acordo com o diretor do Sindiquímica-PR Gerson Luiz Castellano, a mobilização é uma resposta da categoria ao desmonte da empresa.

“Em todo o país, os funcionários da Petrobrás denunciaram as consequências e prejuízos que as reduções de efetivos já estão causando. Não mediremos esforços para barrar essas atitudes que colocam em risco os direitos e a vida dos trabalhadores”, ressaltou Castellano.

Privatização

As medidas arbitrárias conduzidas pela direção da Petrobrás fazem parte do pacote de privatização implementado pelo governo federal e tiveram início em 8 de junho, quando o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), a pedido do Ministério de Minas e Energia (MME), aprovou novas políticas de reestruturação do mercado de refino e derivados de petróleo no Brasil.

Para Castellano, ao fechar postos de serviço e descumprir o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), a empresa viola normas de segurança e expõe os empregados e a comunidade a acidentes diários.

“O objetivo da gestão é atrair investidores, por isso, só pensa no lucro e na privatização, deixando de lado a segurança e o bem-estar dos funcionários da Petrobrás. Seguiremos lutando contra o corte de direitos e contra a redução dos quadros operacionais”, afirma.

Fonte: Sindiquímica-PR