Petroquímicos e petroleiros denunciam nas ruas de Araucária o desmonte da Petrobrás

Ao longo do mês de agosto, o Sindiquímica-PR e o Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro PR/SC) estão organizando uma série de ações de conscientização no município de Araucária, que envolvem panfletagem e conversa com a população sobre os impactos locais da privatização da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) e da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR).

A mobilização começou no dia 9 e tem atividades previstas até o dia 23. Os petroquímicos e petroleiros têm conversado com os moradores da região sobre como a política entreguista do Governo Temer terá efeitos arrasadores na economia local. A venda das unidades poderá implicar na perda de postos de trabalho para os moradores de Araucária e na precarização de serviços públicos administrados pela gestão municipal.

A Fafen-PR e a Repar têm um papel estratégico crucial para as reservas financeiras da cidade. Para se ter uma ideia, no ano de 2014, 81% de todo o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) arrecadado no município estava vinculado à Refinaria.

Para o diretor do Sindiquímica-PR Sérgio Luiz Monteiro, conversar com a população sobre as implicações práticas da destruição deliberada do Sistema Petrobrás é parte importante da resistência e da estratégia de denúncia aos efeitos do golpe.

“O povo precisa saber que a entrega do patrimônio nacional aos empresários vai ter um preço muito alto para milhares de famílias paranaenses. Os empregos de muitas pessoas estarão comprometidos, assim como o acesso a serviços básicos, incluindo saúde e educação”, afirmou Monteiro.

Próximas ações

A mobilização em defesa da Repar e da Fafen-PR tem acontecido em vários pontos da cidade, incluindo faculdades, vias centrais e terminais de ônibus.

As próximas ações de panfletagem serão realizadas simultaneamente no dia 23 de agosto, das 17h às 18h30, em dois pontos estratégicos do município: no cruzamento das ruas Archelau e Almeida Torres e no cruzamento das ruas Victor do Amaral e Manoel Ribas.

Fonte: Sindiquímica-PR