Petroquímicos começam a greve na Fafen-RP

Nos primeiros minutos de hoje (30), as ações iniciais de greve realizadas pelo Sindiquímica-PR aconteceram em frente à Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen-PR) e à Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em conjunto com o Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro PR/SC).

Diversos trabalhadores não iniciaram seus turnos e, em resistência às perseguições políticas que vêm acontecendo na Fafen-PR e à ameaça de privatização da Petrobrás e de suas subsidiárias, mobilizaram-se em frente às unidades, iniciando a agenda de ações da greve nacional de 72 horas dos trabalhadores dos sistema Petrobrás. No Paraná, aconteceram mobilizações também na unidade de Industrialização do Xisto (SIX), localizada em São Mateus do Sul, e no terminal aquaviário de Paranaguá.

Atos como esses estão acontecendo em todo o país e marcam o início da greve nacional. Tendo caráter de advertência para redução de preços dos combustíveis e do gás de cozinha, a greve é uma medida contra a privatização da Petrobrás, exigindo imediata demissão do entreguista Pedro Parente que, junto com o ilegítimo presidente Temer, tem se mostrado um dos principais responsáveis pelo caos em que se encontra o país.

Outras ações aconteceram nesta semana

As primeiras ações dessa rodada de lutas do Sindiquímica-PR aconteceram na segunda-feira (28) e na terça-feira (29). Além de realizar debates com os trabalhadores e terceirizados, a entidade prestou apoio ao piquete dos caminhoneiros em frente da REPAR.

O debate com a presença de funcionários e terceirizados contou com denúncias sobre muitas arbitrariedades cometidas pela Fafen-PR, sobretudo em relação à perseguição política contra vários dirigentes sindicais. Aqueles que foram liberados estão sendo proibidos de acessar a fábrica e tiveram seus crachás bloqueados, os demais dirigentes estão impedidos de circular dentro de diversas partes da unidade e estão recebendo advertências sem motivos concretos.

Para o Sindiquímica-PR, essas ações são medidas para silenciar e afastar o sindicato da base, numa tentativa explícita de desmobilizar a categoria.

Acontecimentos anteriores

            No dia 23 de maio, cerca de 80 trabalhadores da Fafen-PR, juntamente com o Sindiquímica-PR, foram cobrar explicações da empresa sobre o não pagamento da PLR e o processo de venda ou fechamento da fábrica. O gerente-geral da unidade se recusou a receber os trabalhadores. Diante da negativa, a maioria dos trabalhadores optou por não trabalhar na parada de turno.

            No dia seguinte, cerca de 200 trabalhadores da manutenção e do administrativo decidiram aderir ao movimento e não trabalharam durante a troca de turno.

            Para retaliar a decisão legítima dos trabalhadores, a empresa distribuiu advertências. Durante esses acontecimentos, um gerente de operações decidiu ainda humilhar e desrespeitar os trabalhadores.

FUP

A greve está acontecendo em diversos estados, para ter acesso às notícias em tempo real em todo o país e à carta aberta emitida pela FUP para a população brasileira, clique aqui.

Fonte: Sindiquimica