Perseguição política no trabalho: saiba o que fazer

Não é novidade que as elites estão empenhadas em retirar direitos dos trabalhadores e transformar radicalmente o mundo do trabalho. Os últimos anos mostraram a força que os setores econômicos e políticos dominantes têm nessa disputa tão desigual. Nos períodos de ofensivas mais claras à classe trabalhadora, as estratégias de intimidação e perseguição política tendem a crescer, o que demanda do trabalhador muita cautela e precaução.
A retaliação àqueles que ousam resistir à precarização do trabalho e à flexibilização de direitos trabalhistas não é uma prática recente. Na ditadura militar, lutar pela dignidade da classe trabalhadora era caso de polícia. Mesmo com a redemocratização, o país não extinguiu a prática da perseguição, que segue presente tanto no setor público quanto na iniciativa privada.
Hoje, com a polarização política que marca o país, existem relatos de trabalhadores que sofrem retaliação simplesmente por terem convicções políticas que destoam da filosofia do empregador. Nesses casos, simplesmente questionar o conturbado contexto político que o Brasil enfrenta pode ser motivo para perseguição.
A retaliação de motivação política pode se manifestar de várias maneiras e, muitas vezes, se confunde com outros tipos de assédio moral: a sobrecarga de trabalho, a exposição a situações constrangedoras, a proibição de participar de reuniões e, em casos mais graves, a demissão. Se o trabalhador não goza de estabilidade, ele se torna uma presa ainda mais frágil.
Estou sendo perseguido: o que fazer?
O trabalhador que estiver sendo vítima de perseguição política deve, antes de tudo, entrar em contato com o Sindiquímica-PR. A diretoria do sindicato irá avaliar o caso e auxiliá-lo da melhor maneira.
De antemão, é possível dizer que o ponto principal desse processo é reunir evidências da perseguição. As provas serão elementos centrais para a Justiça, caso o trabalhador seja demitido.
Fonte: Sindiquímica-PR