Para 70% dos brasileiros, vida piorou no governo Temer

O governo ilegítimo de Michel Temer é consenso quando o assunto é insatisfação. Ele é o presidente mais impopular da história do país, com 82% de rejeição entre os brasileiros, de acordo com uma pesquisa do instituto Datafolha divulgada em junho.

Além disso, sete em cada dez brasileiros consideram que a vida piorou depois que Temer assumiu a Presidência da República. Os dados são da pesquisa Vox Populi/CUT realizada em julho deste ano. Para 23% dos entrevistados, a vida não mudou e, para 6% deles, as condições de vida melhoraram.

Os números representam as prioridades do governo Temer. Com a Reforma Trabalhista, a Lei das Terceirizações e o congelamento de investimentos sociais por 20 anos, o presidente ilegítimo e sem voto está aprofundando o abismo social no Brasil.

Ao retirar direitos e poder de compra da maioria da população, Temer piora a qualidade de vida dos trabalhadores e favorece ainda mais os que estão no topo da pirâmide – aquela minoria que sentiu a vida melhorar depois do golpe que retirou Dilma Rousseff da Presidência da República.

Temer é inimigo do trabalhador

De 2003 a 2015, o Brasil experimentou grandes avanços sociais, com a valorização do salário mínimo, a criação de milhões de empregos e investimentos pesados em serviços sociais como educação e saúde. Com o país em pleno crescimento, os filhos da classe trabalhadora conseguiram acessar a universidade e milhões de famílias conquistaram a casa própria.

Com o golpe de 2016, no entanto, o cenário mudou drasticamente: hoje, o país soma mais de 27 milhões de brasileiros desempregados, subutilizados ou que desistiram de procurar emprego. Não há mais dúvidas de que o governo ilegítimo de Temer assumiu o poder para favorecer os grandes empresários e o mercado financeiro internacional, aprofundando as desigualdades no país.

Para o diretor do Sindiquímica-PR Sérgio Luiz Monteiro, a mobilização dos trabalhadores é fundamental para reverter esse caos social. “Essa inversão de prioridades está produzindo efeitos desastrosos para a classe trabalhadora. Existe somente uma saída para os brasileiros reconquistarem a qualidade de vida: lutar pela superação do golpismo”, defende.

Fonte: Sindiquímica-PR