O ilegítimo Temer e a destruição das empresas estatais

O governo ilegítimo de Michel Temer segue em sua jornada de ataques às empresas estatais e de entreguismo. Amparado por um forte discurso que estigmatiza essas empresas, o realinhamento político pelo qual passa o Brasil está colocando em xeque a soberania nacional em nome do capital especulativo.

Por meio do corte nas finanças e da desestruturação dos serviços, o governo vem enfraquecendo a capacidade produtiva das empresas públicas, cenário utilizado para justificar a privatização. Por trás do discurso de modernização, impera uma realidade revoltante: o governo abre mão do que é de todos os cidadãos em nome dos desejos do mercado.

O caso mais notório de entreguismo é o da Petrobrás, atacada por uma campanha midiática que lhe conferiu uma imagem de ineficiência e corrupção. No entanto, como em um efeito cascata, uma das subsidiárias está sendo atingida pela onda de desmonte capitaneada pelo governo golpista.

A Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen-PR), responsável pela produção de milhares de toneladas de ureia, amônia e Arla 32, foi colocada à venda em conjunto com a Unidade de Fertilizantes-III (UFN-III), de Três Lagoas (MS), que poderia dar mais autonomia ao país na produção de insumos importantes para a agricultura brasileira.

Caso a venda se concretize, o Brasil ficará ainda mais dependente da importação de fertilizantes nitrogenados.

Não é preciso ir muito longe para constatar os estragos cometidos pela administração privada. Em 1993, a Fafen-PR foi privatizada, o que paralisou o investimento na produção de fertilizantes. Além disso, a unidade de Araucária (PR) foi acometida por um intenso sucateamento, por péssimas condições de trabalho e pelo aumento da terceirização. Os investimentos só voltaram ao normal quando a subsidiária retornou ao controle da Petrobrás em 2013.

O Sindiquímica-PR vem atuando de maneira incisiva na defesa das empresas estatais e da soberania nacional e convida toda a categoria e a sociedade para se somar a essa luta contra a privatização.

Fonte: Sindiquímica-PR