O Brasil de Temer tem mais pobreza, desemprego e concentração de renda

Mesmo com a redução da taxa de inflação em 2017, que terminou o ano em 2,95%, o menor índice desde 1998, a população não deve sentir alívio no orçamento doméstico neste ano.

Embora alguns alimentos tenham ficado mais baratos, os trabalhadores estão sentindo no bolso o aumento dos preços do gás de cozinha, da taxa de água e esgoto, da energia elétrica e da gasolina, por exemplo. Por isso, como esses preços continuam altos, o consumidor não deve ter folga no bolso.

E mesmo que a economia do país volte a crescer, provavelmente esses ganhos não serão distribuídos à sociedade. Pelo contrário. Recentes pesquisas apontam para um cenário de aumento da pobreza, da concentração de renda e do crescimento do desemprego. Este é o Brasil de Michel Temer.

Segundo o diretor do Sindiquímica-PR Gerson Luiz Castellano, “o governo Temer mente em sua propaganda ao dizer que suas medidas trariam mais oportunidades e benefícios para a população. Mas a realidade comprova que as ações do governo estão aumentando o número de desempregados, levando os brasileiros de volta a situações de extrema pobreza. Bem diferente do que acontecia nos governos anteriores”.

Concentração de renda e pobreza           

O número de pobres e miseráveis continua aumentando no país, de acordo com dados de dezembro passado do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Em 2016, 24,8 milhões de brasileiros estavam vivendo com uma renda mensal de menos de R$ 220,00.

Outros 13,4 milhões de pessoas ficaram ainda mais pobres até o fim de 2016: com menos de R$ 133,00 por mês, além de um quarto da população sobreviver com renda inferior a R$ 387,00 mensais.

Os 50% mais pobres viram ainda a sua renda ser reduzida de 2,7% para 2%. Um brasileiro que ganha um salário mínimo precisaria trabalhar 19 anos para receber o mesmo, em um mês, que uma pessoa enquadrada entre o 0,1% mais rico.

Na outra ponta da pirâmide, o Brasil ganhou mais bilionários em comparação com 2016: 12 novos brasileiros subiram para esse patamar, passando de 31 para 43. A fortuna desses bilionários também aumentou em 13%. As informações são da ONG britânica Oxfam, divulgadas na última segunda-feira (22).

Desemprego

As taxas de desemprego do país seguem elevadas desde maio de 2016. Segundo informações divulgadas pelo IBGE, a taxa de desocupação atingiu 11,2% da população que desenvolve alguma atividade econômica, um total de 11,4 milhões de cidadãos.

Já no primeiro trimestre de 2017, com o governo Temer em curso, esse índice saltou para 14,2 milhões de desempregados. Em novembro do mesmo ano, a taxa chegou a aproximadamente 12,6 milhões de pessoas.

Além disso, o Brasil encerrou o ano passado com mais demissões do que contratações, de acordo com informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

Fonte: Sindiquímica-PR