Nada cai do céu: entenda a luta para conquista do pagamento da PLR na Araucária Nitrogenados

Os trabalhadores da Araucária Nitrogenados estão prestes a receber os valores correspondentes à Participação de Lucros e Resultados (PLR) de 2019, depois de já terem recebido os valores integrais referentes ao pagamento de 2018.

Além de comemorar, o Sindiquímica-PR pede que toda a categoria lembre que essa conquista não caiu do céu, e foi fruto de mais de um ano de luta e mobilização para que esse direito da categoria fosse respeitado.

“A trajetória do pagamento da PLR é repleta de descaso e mentiras da empresa com o trabalhador. Estamos resgatando essa história para que os petroquímicos lembrem, ao verem o valor discriminado em seus contracheques, que não foi fácil garantir o pagamento da PLR. Lutamos muito para conseguir que a diretoria da Petrobrás respeitasse nosso Acordo Coletivo de Trabalho”, salienta o coordenador do Sindiquímica-PR Santiago da Silva Santos.

Negociação e reivindicação

A mobilização sempre marcou a luta pela PLR. Em inúmeras ocasiões, a categoria se organizou na fábrica e em atos exigindo o pagamento da participação nos lucros. Paralelamente, o Sindiquímica-PR passou meses investido no diálogo com a empresa, participando de inúmeras reuniões com o departamento de RH da Petrobrás.

Sempre havia uma justificativa infundada para o desrespeito com a categoria. A responsabilidade era atribuída ao departamento jurídico da Araucária Nitrogenados, que não reconhecia o direito da categoria ao pagamento da PLR.

Em julho do ano passado, os trabalhadores exigiram uma reunião com o gerente geral da unidade para cobrar um posicionamento sobre a questão. Em um evidente descaso com aqueles que mantém a empresa funcionando, nenhum gestor se dignificou a ter uma conversa olho no olho com a categoria. Em resposta, os trabalhadores decidiram suspender as horas extras realizadas durante a parada programada de manutenção.

A partir da reação dos trabalhadores, a administração da Petrobrás mostrou mais uma vez agir com desrespeito e covardia. Os gestores passaram a orquestrar uma grande perseguição aos petroquímicos que estavam lutando por seu direito, a ponto de praticarem humilhações, exposições públicas e distribuírem advertências sem justificativa, pelo simples objetivo de coagir e reprimir o movimento legítimo.

O Sindiquímica-PR, então, organizou uma grande luta unificada com a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e outros sindicatos de trabalhadores do sistema Petrobrás que apoiaram a luta pelo pagamento da PLR desde o início.

No fim do ano passado, depois de o sindicato recorrer à via judicial e realizar uma grande pressão a nível nacional para que a diretoria da empresa agisse com o mínimo de coragem e honestidade, a entidade conseguiu, por fim, assinar o termo de quitação e assegurar que as PLR 2018 e 2019 fossem pagas aos trabalhadores.

Nada cai do céu! É importante que os petroquímicos lembrem diariamente que, se dependesse dos gestores, os trabalhadores jamais receberiam a PLR. Nenhum direito é garantido sem luta, ainda mais na atual conjuntura.

Fonte: Sindiquímica-PR