Michel Temer participa de acordo que ameaça 6 milhões de postos de trabalho no Brasil

O governo Temer planeja fechar uma negociação até o fim de agosto que promete acabar com postos de trabalho para milhões de brasileiros. O acordo bilateral de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia está prestes a ser formalizado e poderá afetar a indústria nacional de maneira catastrófica.

O documento institui o fim da cobrança da taxa de importação de produtos do bloco europeu, que hoje é de 15%. Dessa forma, a tendência é que muitos setores que despontaram como expoentes no mercado brasileiro nos últimos anos sejam engolidos pela invasão de mercadorias estrangeiras no Brasil.

Estima-se que cerca de 6 milhões de postos de trabalho possam ser erradicados com a assinatura do acordo. A expectativa é que centenas de fábricas sejam fechadas, sobretudo aquelas que pertencem às multinacionais que produzem o mesmo produto no Brasil e na Europa — como acontece na indústria automobilística, por exemplo. Se aprovada, a diretriz será válida por 15 anos.

Estratégia de contenção

Para o diretor do Sindiquímica-PR Sérgio Luiz Monteiro, o acordo faz parte da política entreguista implantada no país desde o golpe e deve ser combatido.

“As entidades sindicais já estão se mobilizando para ter acesso ao documento completo e preparando a resistência a mais esse desmonte. É importante divulgarmos amplamente o que está acontecendo e que todos os trabalhadores se unam na luta contra a negociação. A proposta é mais um ataque à indústria nacional em nome do capital estrangeiro”, explica Monteiro.

Mesmo que o acordo seja assinado, ainda precisará ser debatido por parlamentares brasileiros e dos demais países que compõem o Mercosul — Argentina, Paraguai e Uruguai. Por isso, a classe trabalhadora deve se mobilizar para pressionar deputados e senadores a não aceitarem esse ataque à economia brasileira e protegerem os postos de trabalho nacionais.

Fonte: Sindiquímica-PR