Em Greve Geral, mais de 45 milhões de trabalhadores paralisam para defender a Previdência

Hoje (14)  a classe trabalhadora parou o país. Mais de 45 milhões de trabalhadores em 300 cidades brasileiras atenderam ao chamado para a luta, aderiram à Greve Geral, convocada por centrais sindicais para barrar a Reforma da Previdência, e não compareceram ao trabalho.

Petroquímicos em luta

Antes mesmo do dia clarear, a categoria já estava mobilizada em frente à Araucária Nitrogenados.

Ao lado dos petroleiros e movimentos sociais, os petroquímicos ergueram as bandeiras unificadas que foram levantadas em todo o Brasil. Além do direito à aposentadoria, os trabalhadores também enfatizaram a luta por salários e pela saúde e educação públicas.

A categoria também denunciou o ataque à soberania nacional, que se concretiza na insistência do Governo Federal em entregar as unidades da Petrobrás de bandeja para a iniciativa privada.

Repressão

Logo no início do dia, os trabalhadores fecharam a Rodovia do Xisto e foram recebidos com a truculência típica da atual conjuntura. Em uma ação conjunta, Guarda Municipal, Polícia Militar e Polícia Rodoviária Federal tentaram usar a força e a coerção para retirar os manifestantes.

Pelo menos três balas de borracha chegaram a ser disparadas, atingindo três pessoas. Um manifestante levou um tiro de bala de borracha no rosto, à queima-roupa, e ficou gravemente ferido. Socorrido por colegas, ele foi encaminhado ao Hospital do Trabalhador.

A repressão à Greve é o retrato da atual conjuntura, em que qualquer manifestação democrática recebe respostas covardes e desmedidas. O tiro na altura do rosto, por exemplo, fere tratados internacionais assinados pelo Brasil.

Foto: Sindipetro Paraná e Santa Catarina

“Apesar dos esforços das forças de repressão, a violência não foi suficiente para frear a força da mobilização contra a Reforma da Previdência”, afirmou o diretor do Sindiquímica-PR Santiago da Silva Santos.

Por volta das 10h, servidores municipais de Araucária também se juntaram ao ato, reforçando a unidade da classe trabalhadora. A manifestação seguiu até o fim da manhã.

Ato unificado

Em Curitiba, milhares de pessoas se concentraram na Praça Santos Andrade, em um ato unificado com entidades sindicais, movimentos sociais e dezenas de categorias.

Os manifestantes percorreram o centro da cidade até a Boca Maldita, denunciando o desmonte sem precedentes que será promovido no país se a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/2019 for aprovada.

A luta também abarcou outros ataques aos direitos dos trabalhadores, como a Reforma Trabalhista e o absoluto desinteresse do Governo Federal em investir em políticas públicas para a geração de postos de trabalho, ignorando os mais de 13 milhões de desempregados no país.

A Greve Geral também incorporou uma bandeira que simboliza o desprezo do Governo Bolsonaro pelo desenvolvimento do país: a defesa da educação pública, que vem sendo sucateada por cortes orçamentários e perseguições ideológicas.

Fonte: Sindiquímica-PR