Em assembleia geral, petroquímicos debatem conjuntura e ações para o primeiro semestre

No fim da tarde de ontem (29), a categoria se reuniu na sede do Sindiquímica-PR em uma assembleia geral extraordinária. A convocatória propôs a discussão da atual conjuntura política e as perspectivas para os desafios e enfrentamentos ao novo governo.

Os participantes debateram as ameaças constantes aos direitos trabalhistas, como o fim do Ministério do Trabalho e a falácia de que só é possível gerar novos postos de trabalho se os trabalhadores tiverem menos garantias, defendida inúmeras vezes pelo presidente, Jair Bolsonaro, quando ele ainda era candidato.

Há ainda o risco real de privatização das unidades da Petrobrás, que retorna ainda mais forte em 2019. No dia 17 de janeiro, a direção da estatal anunciou que dará prosseguimento aos processos de venda da Araucária Nitrogenados (Fafen-PR), da Transportadora Associada de Gás (TAG) e de refinarias.

“A nossa categoria sempre se mostrou disposta à luta, não ficamos acuados porque sabemos que é isso que eles querem. A questão é que dessa vez, precisaremos fazer essa resistência de forma diferente, reforçando mais do que nunca a união de toda a classe trabalhadora”, explicou o conselheiro fiscal do Sindiquímica-PR Gerson Luiz Castellano, que é membro da diretoria da Federação Única dos Petroleiros (FUP).

Ao longo dos próximos meses, o sindicato irá organizar espaços de debate e convocar atividades em porta de fábrica para alinhar o enfrentamento político, jurídico e organizado neste momento delicado. A entidade também irá priorizar as negociações pelo acordo coletivo, para proteger os direitos de toda a categoria.

“Essa mobilização não é apenas um dever da diretoria, mas de todos os petroquímicos. Não estamos mais brigando por abono, pelo aumento salarial ou pela PLR, mas sim, para defender nossos empregos e nossa qualidade de vida”, afirmou diretor do sindicato Santiago da Silva Santos.

Assembleia teve lembrança a Brumadinho

Durante a assembleia, a categoria relembrou os trabalhadores que perderam suas vidas no desastre da Vale, que aconteceu em Brumadinho no dia 25 de janeiro.

Os petroquímicos fizeram um minuto de silêncio pelas vítimas da tragédia e aprovaram, por unanimidade, a elaboração de uma moção de repúdio à empresa, principal responsável pela catástrofe humana e ambiental em Minas Gerais.

Fonte: Sindiquímica-PR