Dia Internacional da Mulher: desde suas raízes, um dia de luta!

Em 8 de março, o mundo comemora o Dia Internacional da Mulher. Muitos setores da sociedade costumam celebrar a data utilizando símbolos historicamente relacionados ao feminino, como flores e brindes cor-de-rosa.

Apesar das apropriações do comércio sobre a data, o significado desse dia vai além de estereótipos sobre o que é ser mulher na sociedade contemporânea. A celebração é um momento de luta, com raízes no movimento operário.

Dia Internacional da Mulher surge da resistência

Há algumas divergências históricas sobre o momento exato em que o dia 8 de março passou a ser um lembrete da luta pela equidade de gênero. Atualmente, a explicação mais aceita é a de que a data faz referência a um incêndio que aconteceu em 1911, na fábrica de blusas Triangle, em Nova York.

O incidente foi resultado das péssimas condições de segurança oferecidas aos trabalhadores da empresa. O descaso causou a morte de 146 pessoas, sendo 125 mulheres e 21 homens.

O incêndio aconteceu exatamente na época em que o movimento das trabalhadoras estava em franca ebulição no mundo todo, sobretudo nos Estados Unidos e na Europa. As mulheres lutavam por espaço no movimento operário e queriam que pautas específicas fossem incorporadas e defendidas por toda a classe trabalhadora.

Entre 1909 e 1917, houve um aumento notável das marchas organizadas por e para mulheres. Muitas das pautas das mobilizações eram comuns a todos os trabalhadores – como a redução das extenuantes jornadas de trabalho, o aumento dos salários e a melhoria das condições laborais. No entanto, a força do movimento estava na luta por questões como a igualdade de direitos trabalhistas entre os sexos e o sufrágio feminino universal.

A luta continua

Do início do século passado a 2019, muitos avanços aconteceram. No entanto, ainda há uma longa estrada a ser percorrida para que a igualdade entre homens e mulheres finalmente seja conquistada.

“As trabalhadoras ainda enfrentam várias discrepâncias em relação aos homens, fruto da desigualdade e do machismo estrutural em nossa sociedade. As mulheres ainda ganham salários menores, têm menos oportunidades para cargos técnicos ou de chefia e sofrem uma série de assédios e discriminações diárias que precisam ser enfrentadas e erradicadas”, avalia o diretor do Sindiquímica-PR Sérgio Luiz Monteiro.

O Sindiquímica-PR reforça seu apoio a todas as companheiras de luta e acredita na organização coletiva de uma resistência interseccional rumo à conquista de direitos iguais para toda a classe trabalhadora. Dia da Mulher é organização e mobilização!

 Fonte: Sindiquímica-PR