Destruição da CLT e condenação de Lula: A luta é de classes

Enquanto parlamentares corruptos dizimam direitos da classe trabalhadora e um presidente sem moral e sem legitimidade faz acordos escusos para se safar dos crimes que cometeu, o juiz Sérgio Moro condena sem provas o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.  Uma jogada ensaiada com a mídia para tentar desviar o foco dos acontecimentos que colocam em xeque a sobrevivência política de um governo rejeitado por 95% da população.

O povo brasileiro vive um golpe após o outro, desde que o país foi tomado de assalto pelo o que há de pior e de mais reacionário na política nacional. A contrarreforma trabalhista que foi referendada pelo Senado nesta terça-feira, 11, é a mais cruel das contas impostas à população pelos grupos econômicos que patrocinaram o impeachment da presidente Dilma. A CLT foi praticamente destruída, fazendo o país retroceder ao início do século passado. Em vez de defender os trabalhadores, a nova legislação protegerá os empresários. Sem direitos e sem força para negociar com os patrões, o trabalhador estará a partir de agora submetido às imposições do capital.

Menos de 24 horas após o Senado aprovar esta barbárie, Moro anuncia a condenação sem provas de Lula, após um julgamento político cujo objetivo é desmoralizar a principal liderança popular do país. Além de atacar o Estado Democrático de Direito, esta arbitrariedade é também uma tentativa de desmobilizar os trabalhadores organizados e movimentos sociais que têm resistido aos golpes da direita.

A classe trabalhadora não sucumbirá. Reagiremos à altura a cada direito ameaçado e não permitiremos que o presidente que mais lutou pela emancipação do povo pobre seja condenado por ter garantido aos trabalhadores direitos que só eram permitidos às elites.

Vamos aumentar a resistência ao golpe, nos mobilizando nas ruas e nos locais de trabalho. É luta de classes e nossa resposta tem que ser dura. Pra cima deles!

Fonte: FUP