CUT convoca Dia do Basta para 10 de agosto. Saiba como será a mobilização

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) está preparando uma mobilização nacional para o dia 10 de agosto. A data recebeu o nome de Dia do Basta, com base em cinco frentes de combate a retrocessos instituídos desde o golpe de 2016. Trabalhadores serão convocados para atos em todo o país.

A principal atividade já confirmada é uma grande manifestação na Avenida Paulista, que será realizada a partir das 10h e promete reunir milhares de pessoas no centro da maior capital do Brasil. O ponto de encontro será em frente à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), agente preponderante na articulação midiática do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

A programação para o estado do Paraná ainda não foi divulgada. De acordo com o diretor do Sindiquímica-PR, Sérgio Luiz Monteiro, a mobilização nessa data tão importante será centrada no projeto do movimento sindical para que o país saia da crise e a classe trabalhadora volte a ter qualidade de vida.

“Os golpistas estão comprometidos com o lucro dos grandes empresários, isso é muito claro. Essa postura está retirando direitos dos trabalhadores, diminuindo a empregabilidade formal e entregando o patrimônio do povo para empresas estrangeiras. Precisamos fortalecer ainda mais a resistência contra o projeto de país que eles querem implantar e reforçar a necessidade de se pensar em políticas voltadas para a população”, defende Monteiro.

Frentes do Dia do Basta

Por meio de seu site oficial, a CUT divulgou uma carta com orientações sobre o Dia do Basta. O texto explicita as principais pautas da mobilização.

Serão cinco frentes principais: basta de desemprego; basta de aumento do preço do gás de cozinha e dos combustíveis; basta de retirada de direitos da classe trabalhadora; basta de privatização; e basta de perseguição ao ex-presidente Lula.

Portanto, a manifestação será voltada à resistência contra a gestão entreguista e elitista do governo Temer, lutando por um país democrático, com a criação de políticas públicas voltadas à classe trabalhadora e eleições livres.

Fonte: Sindiquímica-PR