Com redução de direitos, não tem acordo

A proposta da Petrobrás, apresentada no dia 14 de setembro, está sendo rejeitada pelos petroleiros e petroleiras de todo país. A categoria está reafirmando a posição de que “com redução de direitos, não tem acordo”, a maioria dos trabalhadores também está aprovando o estado de greve, assembleia permanete e o Seminário de Qualificação de Greve.

A corda está fraca para o lado do Parente. Em muitas bases, as votações contra a proposta foram unânimes. Apenas alguns poucos envergonhados levantaram a mão em apoio à retirada de direitos.

A tentativa de desmonte do ACT não é por questões financeiras e sim ideológicas. Não há qualquer justificativa econômica para a empresa afrontar os petroleiros com uma proposta que extingue direitos. Os indicadores e resultados financeiros comprovam que a Petrobrás continua sendo rentável e tem condições de voltar a ser a empresa integrada de energia, que gerava renda e emprego para o país. O esquartejamento do Acordo Coletivo dos petroleiros está diretamente associado ao projeto político e econômico que vem sendo imposto aos trabalhadores brasileiros nesta conjuntura de golpe. Para a FUP e seus sindicatos, não há justificativa econômica para uma proposta que extingue direitos e reduz em mais de um terço o ACT da categoria.

A Petrobrás propõe o fim do auxílio-almoço, da Gratificação de Campo Terrestre, do Benefício Farmácia, do Programa Jovem Universitário, da promoção por antiguidade de Pleno para Sênior em cargos de Nível Médio, e redução das remunerações da hora extra, dobradinha, troca de turno, gratificação de férias, entre outros.

Em Duque de Caxias, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte as assembleias se encerraram nesta sexta-feira (29). Em ambos, a proposta foi rejeitada e aprovado o indicativo da Federação. Também já realizaram assembleia as Fafen Paraná e Bahia. As assembleias seguem por todo o país até segunda-feira (02).  

Fonte: FUP