Com Bolsonaro, perseguição a trabalhadores se torna comum na Petrobrás

Não é nenhuma novidade que Jair Bolsonaro é inimigo dos trabalhadores. Sentado ao lado dos banqueiros e dos mega-empresários, o presidente governa para os de cima. Sem um plano capaz de retomar o desenvolvimento do país, ele divide seu tempo entre os comentários vazios no Twitter e os insultos contra os que lutam pela dignidade dos brasileiros. No Sistema Petrobrás, essas ofensivas têm se tornado cada vez mais graves e recorrentes.

No começo de março, Bolsonaro editou a Medida Provisória (MP) 873/2019, que criou uma série de dificuldades para o trabalhador que, voluntariamente, opta por se filiar ao sindicato que o representa. A MP extingue a cobrança da mensalidade sindical em folha, exige autorização prévia por escrito para cobrá-la e obriga o pagamento da taxa via boleto enviado à residência do sindicalizado.

Esses obstáculos, que já estão afetando diretamente a estrutura dos sindicatos, foram criados pelo Governo Federal em um dos momentos mais críticos da tramitação da Reforma da Previdência. O objetivo de Bolsonaro é enfraquecer a mobilização dos sindicatos e, desse modo, conseguir retirar o direito a uma aposentadoria digna com mais facilidade.

Além da MP 873, que desrespeita claramente a Constituição Federal, a gestão de Castello Branco está intimidando trabalhadores do Sistema Petrobrás que optam pela sindicalização. De acordo com relatos, a empresa tem exigido a desfiliação de funcionários como condição para que eles mantenham seus empregos.

A conduta é claramente ilegal, já que fere tanto a Constituição Federal como o código de ética da categoria. O assédio praticado pela gestão do Sistema Petrobrás também vai contra a convenção 98 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que condena esse tipo de perseguição.

Para o diretor do Sindiquímica-PR Santiago da Silva Santos, Bolsonaro representa o que há de mais atrasado na história do Brasil: a censura e a perseguição. “Foi-se o tempo em que os trabalhadores não podiam se manifestar contra as injustiças. Ainda estamos em uma democracia e, por mais que o Governo Federal nos ataque, vamos defender com unhas e dentes o direito do trabalhador se organizar e lutar pela sua dignidade”, defende.

Fonte: Sindiquímica-PR