Assembleia Geral debate planos de equacionamento da Petros com aposentados

 

Uma assembleia geral extraordinária realizada pelo Sindiquímica-PR anteontem (29) convocou os petroquímicos aposentados para debater um problema urgente de toda a categoria: os planos de equacionamento da Fundação Petrobrás de Seguridade Social (Petros), referentes ao período de 2014 a 2016. Os presentes aprovaram, com maioria de votos, o ajuizamento de uma ação na Justiça Federal para resolver a questão.

Os planos de equacionamento são uma tentativa de reduzir o deficit no fundo previdenciário e foram aprovados pela diretoria da Petrobrás. O programa consiste na aplicação de descontos mensais progressivos nos vencimentos da categoria.

Embora todos os trabalhadores sejam gravemente afetados pela medida, são os aposentados e pensionistas que sentem mais duramente os abatimentos. Para o segmento, em alguns casos, as deduções podem chegar a até 80% de seus proventos.

Assim que o deficit foi anunciado pela Petros, em 2015, o Sindiquímica-PR e outras entidades representativas de trabalhadores do Sistema Petrobrás passaram a analisar a questão e descobriram que as patrocinadoras do plano – sobretudo a Vale Fertilizantes – tinham uma dívida milionária com a Fundação. Em uma primeira análise, os cálculos apontaram débitos de mais de R$ 800 milhões, posteriormente corrigidos para cerca de R$ 500 milhões.

Na prática, o trabalhador está pagando a conta da ineficiência na gestão da Petros, que sequer havia detectado e dimensionado a falta de pagamento dos patrocínios até a intervenção dos sindicatos e associações envolvidos no caso.

De acordo com o diretor do Sindiquímica-PR Otêmio Garcia de Lima, que tem acompanhado o caso juntamente com a comissão de ativos e aposentados, o problema não é apenas político e econômico, mas também de ordem social. “Muitas pessoas, especialmente pensionistas, podem ficar sem receber praticamente nada com esses descontos. Tentamos negociações amigáveis, e agora queremos questionar os planos na justiça para que os trabalhadores não paguem um preço alto pelo equacionamento”, explicou.

Os integrantes da categoria presentes na assembleia aprovaram o ajuizamento de uma ação que solicitará liminar para suspender os pagamentos dos planos de equacionamento.  Em votação, também foi acordado que petroquímicos ativos e aposentados farão uma contribuição extra de 3% em parcela única para custear o processo.

Assembleia também abordou problemas na Unimed

Dificuldades com o plano de saúde oferecido à categoria também foram tema do encontro. Alguns petroquímicos não têm recebido os extratos da Unimed, enquantooutros recebem seus boletos com atraso. Há relatos de que, mesmo sendo a responsável pela ausência de pagamento nesses casos, a operadora está cancelando planos por inadimplência.

Diante da situação, a assessoria jurídica do Sindiquímica-PR contatou a empresa e descobriu que há uma lista de cerca de 120 pessoas que integram processos de correções de cálculo da operadora. Os integrantes dessa listagem não estão recebendo os extratos em dia. A expectativa é que a situação seja corrigida a partir do mês de setembro.

Nos próximos dias, o sindicato irá contatar petroquímicos que estejam na lista por WhatsApp para conversar sobre a situação. Trabalhadores que não estejam com seus números atualizados no cadastro da entidade podem solicitar a alteração entrando em contato pelo telefone (41) 3327-3458 ou se dirigindo até a sede do Sindiquímica-PR.

Fonte: Sindiquímica-PR