Dos males, o menor

Graças à luta da FUP estamos diante da máxima “dos males, o menor” e para saber o porquê é preciso relembrar a história:

Em 2010, o governo cedeu 5 áreas no pré-sal para a Petrobrás explorar 5 bilhões de barris,

Em 2014, a Petrobrás com sua capacidade técnica e investimentos, descobriu quase 20 bilhões de barris nestas áreas e em junho desse mesmo ano, o governo Dilma fechou contrato com a Petrobrás para esta explorar o tal excedente (aqueles barris, além dos 5 bilhões) em troca do pagamento de R$15 bilhões (neste caso a Petrobrás ficaria com 100%, como operadora única destes 20 bilhões).

Em 2015, o TCU vetou o acordo entre governo e Petrobrás, dizendo que precisava de mais transparência (no acordo assinado entre União e Petrobrás, em 2010, tinha uma cláusula que previa esta possibilidade). Na verdade, este era o momento de queda do governo Dilma e do fortalecimento da lava-jato, que insistia qualificar qualquer ato do governo em corrupção.

Em 2018, o governo Temer consolidou a ideia de fazer leilão do excedente da cessão onerosa.

E hoje, em 2019, o leilão acontecerá após fechamento do acerto entre governo e Petrobrás sobre os 5 bilhões de barris (o valor que a Petrobrás pagou foi maior que o devido) e depois levar os outros 15 bilhões para leilão.

A Petrobrás, que investiu e descobriu os 20 bilhões, terá que disputar em leilão os 15 bilhões excedentes. Menos mal a opção de se antecipar e ter a preferência de 30% de 2 blocos (ela já está operando estas áreas e seria muito difícil trocar a operadora caso perca o leilão).

O problema está nas outras 3 áreas que a Petrobrás não fez a preferência, onde podem entrar operadoras estrangeiras.

Fonte: FUP